O Tema Central do 69º Conad
O 69º Conad, organizado pelo ANDES-SN, teve como tema central “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”. Este evento, realizado em São Luís (MA), destacou a importância da defesa da educação pública, considerando o contexto atual de crescimento do imperialismo e da extrema direita na América Latina. O evento aconteceu no Centro Pedagógico Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), reunindo mais de 300 educadores e educadoras, comprometidos em discutir e atualizar os planos de luta da categoria.
Participação e Representatividade no Evento
O 69º Conad contou com a presença de representações de 81 seções sindicais, incluindo 78 delegados e delegadas, além de 167 observadores. O evento também recebeu representantes convidados, acompanhantes de docentes e 34 diretores da entidade nacional. A mesa de encerramento foi composta por importantes lideranças do ANDES-SN, entre elas o presidente Cláudio Mendonça e a secretária-geral Fernanda Maria Vieira, que reforçaram a importância da luta coletiva na defesa da educação pública.
Moções Aprovadas e Pautas Sociais
Os delegados do evento aprovaram de forma unânime um conjunto de 16 moções relacionadas a diversas lutas sociais e políticas. Entre os pontos destacados estavam:

- Repúdio à privatização de escolas no Rio Grande do Sul;
- Oposição ao projeto de lei que compromete o ensino de filosofia e sociologia nas escolas de educação básica;
- Defesa da aprovação da redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução de salários;
- Pressão para agilidade na análise de processos que defendem os direitos da população trans no STF;
- Apoio ao projeto de lei 5365/2026, do estado de Minas Gerais, que visa fortalecer a democracia e a autonomia nas universidades.
Urgência na Mobilização Política
A plenária do Conad não apenas expressou um apoio sólido a pautas significativas, mas também destacou a urgência de mobilização para a implementação das reivindicações. O apoio à luta por uma jornada de trabalho mais justa e a demanda por direitos básicos revelam a necessidade de união para enfrentar os desafios impostos pela atual conjuntura política. O evento conclamou educadores e educadoras a se mobilizarem ativamente com a finalidade de garantir que suas demandas sejam ouvidas e atendidas.
Carta de São Luís: Um Manifesto de Resistência
Um momento significativo do Conad foi a leitura da Carta de São Luís, feita pela secretária-geral Fernanda Maria Vieira. Essa carta resgata a história de resistência do povo maranhense, especialmente a Balaiada, como um simbolismo para a luta contemporânea contra a extrema direita. O documento enfatiza a necessidade de derrotar candidaturas de direita e reafirma a campanha “Lutar não é crime”, em resposta à crescente criminalização do movimento docente. A carta também celebra a participação do ANDES-SN no Fórum Nacional de Educação (FNE) e a adoção do ecossocialismo como parte da agenda do sindicato, diante da crise ambiental.
O Papel da Diversidade na Luta Docente
A diversidade foi um tema central nas discussões do Conad, refletindo as variadas realidades que os docentes enfrentam. A busca por um espaço de representação adequada para todos os segmentos da sociedade dentro do movimento docente foi um ponto destacado. A luta pela igualdade de gênero, raça, e outras questões sociais, muito presente nas moções aprovadas, indicam um movimento que reconhece a importância da inclusão na promoção de um ambiente de trabalho mais justo e equitativo.
A Avaliação das Direções Sindicais
No encerramento do Conad, Luiz Eduardo Neves, presidente da Apruma SSind, expressou sua satisfação pelo sucesso do evento e pela oportunidade de sediá-lo. Ele enfatizou que, apesar das dificuldades financeiras, a organização foi bem-sucedida. Lila Luz, 1ª vice-presidente da Regional Nordeste 1, também comemorou os frutos do trabalho coletivo, que permitiu reuni-los em uma celebração da cultura e diversidade do Nordeste, reforçando a importância das pautas locais e nacionais.
Solidariedade Internacional e seus Desafios
O presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça, ressaltou em sua fala final a necessidade de solidariedade internacional, citando como exemplo os povos de Cuba e Venezuela, que enfrentam desafios em defesa de suas autonomias. Mendonça manifestou a urgência de um posicionamento contra o fascismo e a desigualdade global, desafiando os educadores a se unirem em um chamado à ação. Ele sublinhou que a luta não é apenas local, mas reflete uma batalha global que afeta trabalhadores em diversas partes do mundo.
Reflexões sobre a Educação e o Futuro
As reflexões finais do Conad apontaram para a necessidade de um futuro mais inclusivo e voltado para a justiça social. As falas foram permeadas por experiências pessoais que evidenciavam as injustiças enfrentadas por muitos setores da sociedade. A educação foi reafirmada como um pilar essencial para a transformação social, sendo o alicerce para garantir direitos e promover mudanças significativas.
O Encerramento e as Expectativas Futuras
No encerramento do 69º Conad, Cláudio Mendonça recitou um poema de Ferreira Gullar, ressaltando a crítica ao capitalismo e sua consequência devastadora para as classes menos favorecidas. Ele expressou esperança e ânimo na luta contra os desafios atuais, relembrando que o movimento deve resistir e prosperar em meio aos ataques. Mendes concluiu o Conad convocando todos os participantes a se unirem na luta por um futuro mais justo e inclusivo, onde a educação pública seja defendida com vigor e solidariedade.



