Moradores denunciam lama e isolamento na Lagoa da Jansen
Os residentes da área ao redor da Lagoa da Jansen, em São Luís, estão expressando preocupações sérias sobre o andamento da obra de revitalização em curso. A situação se agrava a cada dia, pois, segundo os moradores, o prazo de finalização originalmente projetado para durar apenas dois meses já se estendeu por mais de sete meses. Isso gerou uma série de transtornos, como a formação de lama que dificulta o trânsito e o fechamento provisório de algumas vias que ligam à comunidade, resultando em um significativo isolamento.
“A quantidade de lama por onde temos que passar é inadmissível, e isso não só traz dificuldade de locomoção, como também uma sensação de abandono. Ninguém parece se preocupar com a nossa situação”, declarou Ana Paula, uma moradora que se sente insegura ao atravessar as áreas afetadas.
O impacto econômico do atraso nas obras
Além dos problemas de mobilidade, o atraso nas obras está tendo um impacto direto nos negócios locais. Proprietários de lojas e barracas estão relatando um declínio nas vendas devido à dificuldade de acesso. Bernardo Marques, que gerencia um bar nas proximidades, mencionou que antes da obra, sua clientela era significativa. “Eu vendia duas a três grades de cerveja por semana, mas desde que a obra começou e bloquearam a entrada, mal vendo um copo”, lamentou. O medo é de que esses problemas se amplifiquem, levando alguns comerciantes à falência.

As economias da comunidade mais ampla também estão em risco, já que empreendimentos que dependem do fluxo contínuo de clientes estão enfrentando uma crise que poderia ser evitada se as obras fossem concluídas em tempo. Os empresários estão contando os dias para a reabertura das vias e a normalização da situação, com a esperança de que o governo intensifique os esforços para finalizá-las rapidamente.
Riscos à saúde com água parada
Um dos riscos mais alarmantes relacionados ao atraso nas obras é o acúmulo de água parada resultante da lama e do esgoto que maltratam a região. Essa situação eleva o risco de doenças, pois áreas alagadas tornam-se focos para a reprodução de mosquitos, como o Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue e chikungunya.
